O Governo de Minas Gerais, por intermédio da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), apresentou nesta sexta-feira (20/2) o Plano Estadual de Enfrentamento a Desastres Tecnológicos com vigência de 2025 a 2031. A iniciativa representa um marco na política pública do estado, buscando estruturar ações para a diminuição de riscos, o aumento da segurança da população e a otimização das respostas em casos de eventos tecnológicos.
O plano abrange todas as etapas de gerenciamento de desastres: prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação. A solenidade de lançamento ocorreu na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, reunindo representantes de diversas secretarias de estado, órgãos estratégicos e gestores municipais, evidenciando a natureza colaborativa da proposta.
Governança Colaborativa e Inovações do Plano
Um dos pilares do novo plano é a consolidação de uma governança colaborativa e transversal entre as diferentes pastas estaduais. A articulação interinstitucional e o suporte técnico aos municípios mineiros foram reforçados como elementos cruciais para o sucesso da iniciativa. Entre as inovações apresentadas, destacam-se a criação de um programa estadual com orçamento específico, a instituição de um Comitê Gestor de Enfrentamento a Desastres Tecnológicos e a incorporação de uma abordagem voltada à mediação e harmonização entre empresas, empreendimentos e as comunidades potencialmente expostas.
A dimensão psicossocial também foi integrada ao documento, reconhecendo a importância de atender às necessidades de pessoas afetadas e em situação de vulnerabilidade. A participação ativa de organizações como a Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão (Avabrum) foi ressaltada, com foco na missão de não repetição de tragédias.
Visão de Integração e Pioneirismo Mineiro
O coronel Paulo Roberto Bermudes Rezende, coordenador estadual de Defesa Civil, enfatizou a necessidade de atuação conjunta. “É impossível vencer os desafios atuais trabalhando de forma isolada. Defesa Civil é um sistema, não é um órgão. Coordenar é ligar as pontas e caminhar junto. Nós precisamos atuar unidos, cada um exercendo o seu protagonismo”, declarou. Ele também destacou o compromisso com a preservação de vidas e a busca incessante para que desastres, em qualquer modalidade, não resultem em óbitos.
Bruno Rodrigues Caldeira, coordenador municipal de Defesa Civil de Malacacheta, elogiou o plano como um avanço estruturante. “O Plano Estadual de Enfrentamento aos Desastres Tecnológicos trata de uma temática cada vez mais presente no nosso dia a dia e coloca Minas Gerais como pioneira no país”, afirmou.
Um Marco para Minas Gerais e o Brasil
O plano consolida-se como um marco institucional para Minas Gerais e para o Brasil, refletindo o protagonismo do estado diante de sua extensão territorial, dos desafios estruturais e dos impactos humanos, ambientais e materiais registrados na última década. A iniciativa também considera os recorrentes acidentes na malha de transportes que atravessa o território mineiro.
A implementação deste plano reforça o compromisso de Minas Gerais com a segurança e o bem-estar de seus cidadãos, estabelecendo um precedente importante para a gestão de riscos tecnológicos em todo o território nacional.