Governo de SP mantém redução da pressão da água à noite para garantir segurança hídrica

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A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) decidiu manter a Gestão de Demanda Noturna (GDN) por mais 10 horas diárias. A pressão da água nas residências e estabelecimentos da Região Metropolitana de São Paulo continuará reduzida entre as 19h e as 5h.

A decisão do Conselho Diretor da Agência leva em conta o atual percentual de recuperação dos reservatórios e a proximidade do período de estiagem. O objetivo principal é evitar a escassez de água durante os meses mais secos, garantindo o abastecimento para a população.

Cenário Hídrico Requer Atenção

Apesar das recentes chuvas e do consequente aumento nos níveis dos reservatórios, o cenário hídrico ainda exige cautela. O Sistema Metropolitano Integrado opera com aproximadamente 50% de sua capacidade. Contudo, o reservatório Cantareira, que abastece cerca de metade da Região Metropolitana, encontra-se com apenas 38,2% de seu volume. Em comparação, no dia 10 de janeiro de 2026, o Cantareira registrava apenas 19,7%. As projeções governamentais indicam que um volume de aproximadamente 50% seria ideal para garantir a segurança hídrica durante a seca.

Prudência para Preservar Mananciais

Em entrevista à Jovem Pan, a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, classificou a manutenção da medida como um ato de prudência. “Para a gente preservar os mananciais, principalmente o Cantareira, decidimos, por uma questão de prudência, manter a GDN pelo menos até o final do período úmido. Mas, claro, estamos acompanhando todos os dias. A gente está vendo todo o ciclo hidrológico e a próxima seca”, declarou a secretária.

Resende também ressaltou que, embora fevereiro tenha registrado um volume de chuvas acima da média histórica, os meses anteriores apresentaram precipitações irregulares. O governo estadual estabeleceu uma curva de contingência dividida em faixas, que vai até o nível 7, considerado crítico e que implicaria racionamento. Atualmente, o cenário hídrico está na faixa 3.

Mitigação de Impactos e Economia de Água

A redução da pressão da água noturna, que iniciou em agosto do ano passado, gerou reclamações, mas o governo afirma ter adotado medidas para mitigar os impactos, incluindo a distribuição e instalação de caixas d’água para populações mais afetadas. Segundo o governo estadual, a medida já resultou na economia de mais de 105 bilhões de litros de água, volume suficiente para abastecer a Capital paulista e cidades como Guarulhos, São Bernardo e Mauá por cerca de 30 dias.

Reflexos para o Norte de Minas

Embora a decisão sobre a redução da pressão da água se aplique especificamente à Região Metropolitana de São Paulo, a gestão hídrica em grandes centros urbanos serve como um importante precedente e fonte de aprendizado para outras regiões do país, incluindo o Norte de Minas. A adoção de medidas de economia e o acompanhamento rigoroso dos níveis dos reservatórios são fundamentais para garantir a segurança hídrica em períodos de estiagem, um desafio recorrente para diversas localidades mineiras. O monitoramento constante e a conscientização da população sobre o uso racional da água são práticas essenciais que podem ser replicadas e adaptadas à realidade local.

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