Greve de Fome em Caracas: Familiares de Presos Políticos Exigem Libertação e Denunciam Risco à Saúde

PUBLICIDADE

Greve de Fome em Caracas: Familiares de Presos Políticos Exigem Libertação e Denunciam Risco à Saúde

Em Caracas, Venezuela, um grupo de mulheres, familiares de presos políticos, completou 96 horas em greve de fome nesta terça-feira (17), nos arredores de uma unidade policial. O protesto é uma exigência clara pela libertação dos detidos, em um cenário de crescente preocupação com a saúde dos manifestantes.

Das dez mulheres que iniciaram a greve de fome às 6h de sábado (14), uma desmaiou na segunda-feira. Ela foi levada para um hospital de táxi, diante da indisponibilidade de ambulâncias, conforme relatou o ativista Diego Casanova, membro da Organização não-governamental (ONG) Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos, à agência de notícias EFE.

Situação Crítica na Zona 7

A ONG alertou na rede social X que “a indiferença e a falta de respostas do Estado continuam a colocar em grave risco a vida e a integridade destas mulheres e dos presos políticos que também mantêm a greve de fome” dentro da delegacia da Polícia Nacional Bolivariana, conhecida como Zona 7.

Este grupo de detidos iniciou a greve na sexta-feira (13) e já acumula mais de 120 horas de protesto. Na segunda-feira, a ONG denunciou que policiais impediram a entrada de soro para os presos, sem oferecer qualquer explicação. No local do protesto externo, um pequeno quadro informa o tempo decorrido da greve das mulheres, e uma faixa grande exibe a mensagem “Liberdade para todos”. As manifestantes, com idades entre 23 e 46 anos, permanecem deitadas sobre colchões.

Descumprimento de Promessa e “Novo Momento Político”

A greve é motivada pelo “descumprimento” do presidente do parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez. Em 6 de fevereiro, ele havia prometido a libertação de “todos” os presos políticos assim que a lei de anistia fosse aprovada, estimando que isso ocorreria “o mais tardar” na sexta-feira. No sábado, 17 detidos foram libertados na Zona 7, segundo informações do próprio presidente do parlamento.

O processo de libertação e a discussão sobre uma anistia ocorrem em um “novo momento político”, conforme anunciado por Delcy Rodríguez, vice-presidente do país.

Reflexos para o Norte de Minas

Embora os eventos ocorram em Caracas, Venezuela, a situação dos presos políticos e a luta por direitos humanos ressoam globalmente, incluindo no Brasil e em Minas Gerais. Debates sobre o Estado de Direito, a liberdade de expressão e a garantia de processos justos são fundamentais para qualquer democracia, e a atenção a casos como este reforça a importância da vigilância sobre os direitos civis e políticos, princípios valorizados em Montes Claros e em todo o Norte de Minas.

A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos na Venezuela, e a defesa dos direitos humanos é uma pauta constante para organizações da sociedade civil e governos democráticos, servindo de alerta para a importância da estabilidade institucional e do respeito às garantias individuais em todas as nações.

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima