O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (25) em alta de 0,53%, alcançando 182.514 pontos. O desempenho contrastou com o das bolsas americanas e foi significativamente influenciado pela performance da Petrobras, além de ajustes nas expectativas de mercado para a economia brasileira e o resultado fiscal do governo central. A escalada no conflito no Oriente Médio elevou os preços do petróleo, beneficiando diretamente os papéis da companhia estatal.
No cenário doméstico, o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, trouxe novas projeções para 2026. Economistas revisaram para cima as estimativas de inflação, com o IPCA previsto em 4,31%, ante os 4,17% anteriores. As projeções para a taxa Selic, contudo, permaneceram estáveis em 12,50%, e a expectativa para o câmbio ao final do ano manteve-se em R$ 5,40 por dólar.
O Tesouro Nacional reportou que o governo central registrou um déficit primário de R$ 30,046 bilhões em fevereiro. Este resultado foi considerado melhor do que o antecipado pelo mercado e representou uma queda real de 8,4% em comparação com o mesmo mês de 2025, indicando um certo controle das contas públicas.
Internacionalmente, a tensão no Oriente Médio, com a entrada da milícia Houthi no conflito, gerou um aumento nos preços do petróleo Brent. O barril para junho encerrou em alta de 1,96%, a US$ 107,39, reacendendo preocupações sobre pressões inflacionárias decorrentes do custo elevado da energia.
Petrobras lidera ganhos no Ibovespa
Impulsionadas pela alta do petróleo, as ações da Petrobras apresentaram valorização, com os papéis PETR4 subindo 0,64% e PETR3 acumulando alta de 0,53%. Essas variações foram cruciais para o desempenho positivo do Ibovespa no dia.
Maiores altas e quedas do dia
Entre as ações com melhor desempenho, destacaram-se a Arandu Investimentos S.A. (ARND3), com alta de 21,21%, e a Azevedo & Travassos Energia S.A. (AZTE3), que avançou 16,22%. Na ponta negativa, a Oi S.A. (OIBR3) registrou a maior queda, recuando 10,53%, seguida pela PDG Realty SA Empreendimentos e Participacoes (PDGR3), com desvalorização de 10,33%.
O volume total negociado na B3 somou R$ 25.626.149.042, em meio a 3.520.645 negócios realizados. A B3 é a bolsa de valores oficial do Brasil, responsável pela negociação de diversos ativos financeiros e uma das maiores do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
Reflexos para o Norte de Minas
A volatilidade do mercado de petróleo e as oscilações no Ibovespa podem ter impactos indiretos na economia do Norte de Minas. Empresas locais que dependem de insumos derivados do petróleo ou que possuem investimentos na bolsa podem sentir os efeitos dessas movimentações. Além disso, a estabilidade econômica brasileira, refletida no desempenho do Ibovespa, é um fator importante para a atração de investimentos na região, que busca diversificar suas atividades econômicas e gerar novas oportunidades de emprego e renda para os moradores de Montes Claros e cidades vizinhas.