O Instituto Estadual de Florestas (IEF), em Minas Gerais, deu um passo importante para a proteção da Mata Atlântica ao inaugurar o Grupo de Trabalho (GT) dedicado ao Plano de Conservação e Recuperação do Bioma no estado. A reunião inaugural reuniu representantes do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) para alinhar estratégias e monitorar o progresso das ações previstas até 2026.
Alinhamento Institucional e Metas Claras
Coordenado pelo IEF, o GT conta com a colaboração da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e das Secretarias de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O foco inicial foi a contextualização do plano e a organização da planilha de ações, que será atualizada periodicamente pelos integrantes.
O plano estabelece diretrizes fundamentais para a proteção da biodiversidade, a restauração florestal, a regularização ambiental e a fiscalização. Essas metas estão integradas a importantes compromissos estaduais, como o Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI) e o Plano Estadual de Ação Climática (PLAC).
Abordagem Abrangente para um Bioma Desafiador
A complexidade da Mata Atlântica em Minas Gerais, marcada por um histórico de uso e exploração territorial, além de sua atual situação de degradação e fragmentação, exige uma abordagem multifacetada. O plano reconhece a extensão e a diversidade do bioma, enfatizando a necessidade de políticas transversais e o engajamento de diversos setores da sociedade, incluindo o público, o privado e a sociedade civil, para o sucesso das iniciativas.
Ações Estratégicas em Andamento
O Governo de Minas, por meio da Semad e do IEF, já desenvolve uma série de ações voltadas para a Mata Atlântica. Entre elas, destacam-se a proteção da fauna, a criação e gestão de unidades de conservação, o combate a incêndios florestais, o fomento florestal, a recuperação de ecossistemas, o monitoramento e a fiscalização ambiental. Programas como o de Regularização Ambiental (PRA) e o Bolsa Verde, que oferece pagamentos por serviços ambientais, também são pilares importantes.
Além disso, o estado investe em gestão territorial, com mapeamento de cobertura vegetal e uso do solo, definição de áreas prioritárias para conservação e restauração, implementação de corredores ecológicos e apoio aos municípios na elaboração de Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMAs).
Tatiana Botelho, coordenadora do GT, ressaltou que essas ações de conservação e restauração estão alinhadas à agenda global assumida no Acordo de Paris, durante a COP21, que visa fortalecer a resposta mundial à mudança climática, onde a preservação e recuperação de ecossistemas são estratégias centrais.