O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) apresentou uma aceleração em sua taxa de variação, registrando 0,59% na quarta quadrissemana de janeiro. Divulgado nesta segunda-feira (2) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o indicador acumula uma alta de 4,60% nos últimos doze meses. A análise abrange o período de 31 de dezembro de 2025 a 31 de janeiro de 2026.
Cinco das oito classes de despesas que compõem o IPC-S mostraram elevação em suas taxas de variação em comparação com a terceira quadrissemana do mês. O grupo de Transportes foi o principal responsável pela alta, com sua variação saltando de 0,86% para 1,18%. Outros grupos que apresentaram crescimento foram Habitação (de 0,06% para 0,23%), Despesas Diversas (de 0,19% para 0,23%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,44% para 0,46%) e Educação, Leitura e Recreação (de 1,14% para 1,16%).
Por outro lado, os grupos Alimentação e Comunicação mantiveram suas taxas de variação inalteradas, em 0,70% e 0,00%, respectivamente. O único grupo a registrar recuo foi Vestuário, que apresentou uma deflação mais acentuada, passando de -0,39% para -0,62%.
O IPC-S é um importante termômetro da inflação a curto prazo, focado em famílias com rendas que variam entre um e 33 salários mínimos. Sua periodicidade semanal permite identificar tendências de preços de forma mais ágil, auxiliando no acompanhamento do poder de compra da população.
Impacto para o Norte de Minas
Embora os dados divulgados pela FGV sejam de abrangência nacional, as variações no IPC-S refletem diretamente o custo de vida das famílias em todo o país, incluindo Montes Claros e o Norte de Minas. O aumento nos preços de transportes, por exemplo, pode impactar o orçamento de trabalhadores que dependem de seus veículos para o deslocamento diário ou para atividades profissionais. A alta em itens de saúde e cuidados pessoais também exige atenção do consumidor local, que busca alternativas para manter o equilíbrio financeiro diante das flutuações econômicas.