Influenza A Dispara em Acre e Amazonas: Fiocruz Alerta para Riscos na Região Norte

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Os estados do Acre e do Amazonas registram um aumento preocupante nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo vírus influenza A. O Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta que a doença tem afetado de forma significativa jovens, adultos e idosos nessas duas unidades da federação.

Além da influenza A, Acre e Amazonas também observaram um crescimento nos casos de SRAG provocados pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Este último, em particular, tem apresentado maior incidência entre crianças pequenas, demandando atenção especial às populações mais vulneráveis.

Em Roraima, o cenário da SRAG concentra-se na população idosa. No entanto, as autoridades de saúde ainda carecem de dados laboratoriais suficientes para identificar com precisão o agente viral responsável pelos registros no estado, o que dificulta o direcionamento de ações específicas.

O boletim da Fiocruz também sinaliza um início ou continuidade de aumento nas hospitalizações por VSR na Paraíba, pela influenza A no Pará, e pela Covid-19 no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Apesar dessas oscilações, os níveis gerais de SRAG nesses estados permanecem baixos e, por ora, não representam um impacto significativo nos indicadores de saúde pública.

Reforço na Vacinação é Essencial

Diante do cenário epidemiológico na Região Norte, Tatiana Portella, pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, enfatiza a urgência da vacinação para os grupos prioritários. “É essencial que a população prioritária da região — como indígenas, idosos e pessoas com comorbidades — se vacine o quanto antes”, declarou Portella. Ela reforçou que a vacina contra a influenza é segura e representa a principal ferramenta de proteção contra formas graves da doença e óbitos.

Cenário Nacional e Capitais em Alerta

Em âmbito nacional, o boletim indica uma queda geral nos casos de SRAG, atribuída à baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios no país. Contudo, a incidência da síndrome continua mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade permanece concentrada, majoritariamente, entre os idosos.

Nas capitais, Boa Vista (RR), João Pessoa (PB), Manaus (AM) e Rio Branco (AC) apresentam níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco. Há uma tendência de crescimento a longo prazo nesses locais, o que exige monitoramento contínuo e ações preventivas.

Prevalência dos Vírus Respiratórios

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG mostrou a seguinte predominância:

  • Influenza A: 45%
  • Vírus Sincicial Respiratório (VSR): 20%
  • SARS-CoV-2 (Covid-19): 15%
  • Outros vírus respiratórios: 20%

Entre os óbitos registrados no mesmo período, a presença dos agentes virais foi distribuída da seguinte forma:

  • Influenza A: 55%
  • SARS-CoV-2 (Covid-19): 25%
  • Vírus Sincicial Respiratório (VSR): 10%
  • Outros vírus respiratórios: 10%

O levantamento do InfoGripe baseia-se em dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 24 de janeiro, referentes à Semana Epidemiológica 3.

Impacto para o Norte de Minas

Embora a alta de casos de influenza A e VSR esteja concentrada nas regiões Norte e Nordeste do país, é fundamental que os moradores do Norte de Minas Gerais mantenham a atenção redobrada. A vacinação contra a gripe e a Covid-19, especialmente para idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades, deve ser priorizada nas unidades de saúde de Montes Claros e demais municípios da região. Medidas de higiene, como a lavagem frequente das mãos e o uso de máscaras em locais fechados e com aglomeração, também são recomendadas para conter a disseminação de vírus respiratórios.

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