A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) declarou ter atingido bases e interesses dos Estados Unidos no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, além de centros militares e de comando em territórios palestinos ocupados. A ação é apresentada como resposta a ataques contra instalações petroquímicas iranianas em Assaluyeh.
A ofensiva, segundo a IRGC, envolveu mísseis balísticos, de cruzeiro e drones. Na primeira fase, o grupo afirma ter atacado complexos petroquímicos ligados a empresas americanas na Arábia Saudita. Entre os alvos mencionados estão unidades associadas à ExxonMobil, Dow Chemical, Chevron Phillips e Sadra, localizadas nas regiões de Al-Jubail e Al-Juaymah.
Além disso, o comunicado do Irã menciona o ataque a um navio porta-contêineres, descrito como “ligado ao regime sionista”, próximo ao porto de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos. A posição do grupo de porta-aviões CVN-72 dos EUA, no Oceano Índico, também teria sido alvo de mísseis de cruzeiro de longo alcance.
A Guarda Revolucionária enfatizou que a destruição do navio serve como um “alerta” para embarcações que cooperam com os EUA e Israel. A organização declarou ter abandonado os critérios de “contenção” que adotava anteriormente, baseados em boa vizinhança. Apesar disso, reiterou que civis não são alvos, mas prometeu retaliar contra ataques a instalações civis iranianas.
A escalada ocorre em um momento crítico, com o prazo concedido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para um acordo de cessar-fogo com o Irã se encerrando nesta terça-feira.
Reflexos para o Norte de Minas
A intensificação das tensões no Oriente Médio pode gerar instabilidade nos mercados globais de energia, impactando o preço dos combustíveis. Para o Norte de Minas, uma variação significativa no valor da gasolina e do diesel pode afetar diretamente o custo de transporte de mercadorias e o dia a dia dos moradores da região, que dependem majoritariamente do modal rodoviário.
A dependência de derivados de petróleo torna a região vulnerável a flutuações de preço. Analistas econômicos locais alertam que um aumento prolongado nos custos de energia pode retrair o consumo e desestimular investimentos no agronegócio e no comércio, setores cruciais para a economia de Montes Claros e cidades vizinhas.