Irã e Estados Unidos receberam, no final da noite de domingo (5), uma proposta que visa um cessar-fogo de 45 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz. A informação foi confirmada por duas autoridades do Oriente Médio que pediram anonimato.
A minuta foi apresentada por mediadores do Egito, Paquistão e Turquia. A expectativa é que o período de 45 dias ofereça uma janela para que negociações avancem em direção a um cessar-fogo permanente. Até o momento, Irã e EUA não emitiram resposta ao texto, que foi encaminhado ao ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, e ao enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff.
### Morte de chefe de inteligência iraniano
Nesta segunda-feira (6), o chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, força paramilitar do país, foi morto em um ataque direcionado. A mídia estatal iraniana confirmou o ocorrido. Ataques contra cidades iranianas, entre domingo e segunda, resultaram na morte de mais de 25 pessoas.
Em Haifa, no norte de Israel, duas pessoas foram encontradas mortas e outras duas permanecem desaparecidas sob os escombros, após um ataque iraniano no dia anterior. O conflito, que começou com ataques conjuntos de EUA e Israel em 28 de fevereiro, já causou milhares de mortes, impactou mercados globais, interrompeu rotas marítimas essenciais e elevou os preços dos combustíveis.
### Ameaças de Trump
No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou as ameaças, declarando que a infraestrutura crítica do Irã seria atingida duramente caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto até a terça-feira (7). Em publicações nas redes sociais, Trump definiu a data como o “Dia da Usina e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã”.
Ambos os lados do conflito foram acusados de atingir alvos civis, o que gerou alertas sobre possíveis crimes de guerra por parte da ONU e especialistas em direito internacional.
### Impacto para o Norte de Minas
A escalada de tensões no Oriente Médio e a interrupção de rotas marítimas essenciais, como o Estreito de Ormuz, podem ter repercussões econômicas globais que afetam indiretamente a região. O aumento nos preços dos combustíveis, caso se concretize, pode impactar o custo do transporte de mercadorias e o dia a dia dos moradores do Norte de Minas. A instabilidade na região também pode afetar o preço do petróleo, influenciando a economia local que depende de insumos e produtos importados.