Março Azul: Oncologista alerta para 6 sinais de câncer colorretal em adultos jovens

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O câncer colorretal, tipo de tumor que tem apresentado crescimento expressivo entre adultos com menos de 50 anos, exige atenção redobrada aos seus sinais, mesmo que pareçam corriqueiros. Durante o Março Azul, campanha de conscientização sobre a doença, especialistas reforçam que a idade não é um fator de exclusão para o risco.

“A doença deixou de ser restrita a faixas etárias mais avançadas. Hoje, atendemos cada vez mais pacientes jovens, com menos de 50 anos, inclusive sem fatores de risco clássicos, o que exige maior atenção aos sintomas e à história familiar”, explica a Dra. Maria Ignez Braghiroli, médica da Oncologia D’Or, da Rede D’Or, e especialista em tumores do trato digestivo.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) preveem cerca de 53.810 novos casos de câncer colorretal anualmente no Brasil até 2028. Entre os mais jovens, o diagnóstico frequentemente ocorre em estágios mais avançados da doença. Mudanças no estilo de vida, como dietas ricas em ultraprocessados, sedentarismo, excesso de peso, consumo de álcool e tabagismo, são apontadas como fatores que contribuem para esse cenário preocupante.

Sinais de alerta do câncer colorretal

Oito em cada dez casos de câncer colorretal podem ser prevenidos. Segundo a Dra. Maria Ignez Braghiroli, é fundamental não normalizar sintomas como:

  • Sangramento intestinal, que pode se manifestar como sangue visível nas fezes ou sangue oculto;
  • Alteração do hábito intestinal, com diarreia ou constipação persistente;
  • Dor abdominal frequente ou cólicas;
  • Sensação de evacuação incompleta;
  • Perda de peso inexplicada;
  • Fadiga e anemia por deficiência de ferro.

“Sangramento intestinal, alteração do hábito intestinal e anemia não devem ser normalizados, independentemente da idade. A investigação precoce faz toda a diferença no prognóstico”, reforça a oncologista.

Prevenção e rastreamento

O câncer colorretal está entre os tumores mais preveníveis. Cerca de 90% dos casos se desenvolvem a partir de pólipos benignos, que podem ser identificados e removidos durante a colonoscopia. As sociedades médicas recomendam iniciar o rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco, e antes disso para quem possui histórico familiar.

Adotar hábitos saudáveis também reduz significativamente o risco. Uma alimentação rica em fibras, a prática regular de atividade física, o controle do peso, não fumar e evitar o consumo excessivo de álcool são medidas essenciais. No Março Azul, a mensagem é clara: ignorar os sintomas pode atrasar o diagnóstico. “E, quando se trata de câncer colorretal, tempo faz diferença”, alerta a Dra. Maria Ignez Braghiroli.

Por Samara Meni

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