O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, minimizou a reação da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, à operação americana que resultou na prisão de Nicolás Maduro e sua esposa. Em coletiva de imprensa após a investida, o presidente Donald Trump havia indicado que Rodríguez estaria disposta a cooperar, mas a venezuelana condenou o ataque e exigiu a libertação de Maduro.
Em entrevista à ABC News, Rubio declarou neste domingo (4) que a condenação de Rodríguez é meramente “retórica”. “Vemos retóricas por várias razões, especialmente horas depois de a pessoa que antes estava no comando do país ser algemada”, afirmou.
O Secretário de Estado enfatizou que os Estados Unidos não julgarão o futuro com base em declarações públicas. “Queremos ver ações concretas. O que vamos reagir é muito simples: o que você faz? Não o que você diz publicamente”, disse Rubio. Ele questionou se o fluxo de drogas cessaria, se as mudanças necessárias seriam implementadas e se o Irã seria expulso do país.
Rubio alertou que, caso essas questões não sejam abordadas por Rodríguez, os EUA manterão as opções que possuíam antes do ataque, incluindo a imposição de uma quarentena marítima e sanções contra a Venezuela. “Não consigo enfatizar o suficiente o quão prejudicial isso seria para o futuro deles”, acrescentou.
Anteriormente, em entrevista à The Atlantic, Donald Trump já havia emitido um aviso direto a Rodríguez, declarando que ela “pagaria um preço muito alto” se não seguisse as ordens americanas, possivelmente um preço maior do que o de Maduro.
Militares venezuelanos mantêm posição de confronto
A oposição pública à ação americana não se limita a Delcy Rodríguez. O Ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, rejeitou neste domingo (4) a ideia de que os Estados Unidos passariam a governar o país, como sugerido por Donald Trump. Ao lado de militares uniformizados, Padrino López declarou que a soberania venezuelana foi violada e exigiu a libertação imediata de Maduro, classificando a operação dos EUA como um “ato de profunda malícia”.
Um alto funcionário venezuelano informou que o número de mortos na operação, incluindo militares e civis, atingiu 80 neste domingo. Nenhum militar americano foi reportado como morto, segundo um funcionário dos EUA.
Reflexos para o Norte de Minas
Embora a notícia se concentre em eventos na Venezuela, a instabilidade política e as ações militares em países sul-americanos podem gerar impactos indiretos no cenário econômico e de segurança regional. A dependência de mercados internacionais e a dinâmica do fluxo de commodities são fatores que podem afetar a economia do Norte de Minas, influenciando preços e disponibilidade de insumos.