Introdução
Se você deseja viver a essência do Norte de Minas, o Mercado Municipal de Montes Claros é o ponto de partida perfeito. Entre corredores perfumados por queijos curados, rapaduras e ervas, o visitante encontra história, afeto e sabores reunidos num só lugar. Este guia foi pensado para ajudar você a planejar a visita: o que comprar, onde comer, quanto gastar e como aproveitar melhor o tempo. Reunimos bancas clássicas, dicas locais e sugestões de roteiro enxuto, ideais para quem quer conhecer a feira de Montes Claros de forma autêntica, segura e deliciosa, valorizando produtores regionais e a cultura popular. Prepare os sentidos e venha com apetite e curiosidade aberta.
Por que visitar e como funciona
O mercado abre diariamente, com maior movimento nos sábados, quando produtores da região chegam cedo com mercadorias frescas. A dinâmica é simples: boxes fixos convivem com bancas volantes, e quase tudo pode ser provado antes da compra. A variedade surpreende, da manteiga de garrafa às pimentas, passando por panelas de barro, redes e lembranças. Outra vantagem é o preço, geralmente melhor que em supermercados, além da possibilidade de negociar pacotes e combos. Para quem viaja, muitas bancas embalam a vácuo queijos e carnes, facilitando o transporte. Já para quem busca cultura, apresentações musicais e rodas de conversa aparecem em datas especiais, mantendo viva a tradição da feira de Montes Claros. Vá cedo, leve dinheiro trocado e circule antes de decidir onde comprar, com calma.
Queijos e laticínios imperdíveis
Os queijos são a estrela do mercado, com destaque para o minas artesanal, o canastra maturado e variações curadas em temperaturas controladas. Procure peças com casca limpa, cheiro agradável e informação de procedência; quando possível, peça para ver o corte, avaliando textura e olhaduras. Vale provar também requeijão de corte, manteiga de garrafa, doce de leite pastoso e iogurtes artesanais vendidos geladinhos. Muitos produtores oferecem degustações comparativas, facilitando entender diferenças entre sal, tempo de cura e perfil de sabor. Para levar, peça embalagem a vácuo, informe se seguirá viagem de avião e pergunte sobre validade refrigerada. Uma tábua equilibrada pode combinar um queijo jovem, um curado, um mais salgado e um doce de leite para contraste. Assim você monta lembranças deliciosas e versáteis para presentear ou saborear em casa. Se preferir leveza, escolha meia cura suave, ótimo para sanduíches e café da manhã ou lanche tarde.
Doces e compotas tradicionais
No Mercado Municipal de Montes Claros, doce bom tem história. As bancas exibem rapaduras variadas, melado, paçoca, cocada de tabuleiro, além de compotas de mamão verde, goiaba, figo e abóbora com coco. Para escolher, observe cor, brilho e rótulo; artesanais costumam listar poucos ingredientes e data de fabricação recente. Se gosta de contraste, leve doce de leite queimadinho para servir com queijo meia cura, clássico mineiro. Outra pedida é o famoso cortado, que derrete na boca e acompanha café coado na hora. Muitas bancas montam kits presenteáveis com potes pequenos e colheres de madeira, ideais para quem quer variedade sem pesar na mala. Pergunte por opções sem açúcar ou com adoçantes naturais, caso precise adaptar a dieta. Para viagem longa, prefira vidros bem lacrados, envolva em roupa e centralize na mala e evitar quebras no transporte.
Carnes de sol e embutidos
As bancas de proteína oferecem carne de sol macia, torresmo pururuca crocante, linguiças defumadas e bacon artesanal. Procure por cortes com cor viva, gordura bem distribuída e aroma limpo; peça instruções de dessalga e preparo, pois cada produtor tem técnica própria. Para churrasco rápido, leve linguiça fina e torresmo já estourado; para receitas, peça carne de sol de coxão ou alcatra em porções menores. Muitos boxes vendem kits com farofa, manteiga de garrafa e pimentas, facilitando montar uma refeição completa de hotel ou apartamento. Se for transportar, pergunte sobre embalagem térmica e gelo reciclável. Em casa, mantenha resfriado e consuma conforme a recomendação do fabricante para preservar textura e sabor. Para petiscos, experimente bacon em cubos na airfryer com melaço e sirva com pimenta agridoce.
Temperos, farinhas e grãos
Quem ama cozinhar enlouquece com a seleção de pimentas, cominho, colorau, açafrão da terra, chimichurri e misturas caseiras para feijão e carne. As farinhas aparecem em grande variedade: mandioca fina, biju, fubá de moinho d’água e farofas temperadas com alho, cebola e bacon. Para escolher, prefira temperos bem aromáticos, de cores vivas e moídos recentemente. Se possível, compre porções pequenas para manter frescor em casa. Uma dica é levar potes herméticos ou saquinhos com zip para organizar tudo na mala e evitar vazamentos. Muitos vendedores explicam combinações regionais, como usar colorau com banha para realçar frango caipira, ou misturar farinha biju com manteiga de garrafa para uma farofa pronta. Leve também sal grosso para churrascos perfumados.
Artesanato e lembranças
Além da comida, o mercado é vitrine de artesãos que trabalham madeira, palha, barro e tecidos. Você encontrará cuias, colheres, tábuas de corte, panelas de barro, filtros de cerâmica, redes, chapéus e bolsas. Na hora da compra, examine acabamento, firmeza das costuras e se a madeira foi tratada com óleo vegetal. Produtos de cerâmica pedem atenção a trincas internas; prefira peças com som limpo ao tocar. Para presentear, kits de café com coador de pano, suporte e xícaras fazem sucesso. Também há camisetas, imãs e chaveiros que celebram a cultura local. Se quiser algo único, converse com o artesão sobre personalizações simples, como queima, gravação ou combinações de cores. Leve medidas exatas se planeja comprar rede. Pequenos ajustes valorizam a peça e prolongam seu uso cotidiano duradouro.
Plantas, ervas e flores
As bancas verdes trazem hortelã, boldo, capim-cidreira, alecrim, manjericão e misturas secas para chás digestivos e calmantes. Para cozinhar, há cheiro-verde fresco, pimentas in natura e alho roxo vistoso. Ao escolher ervas, prefira maços úmidos, folhas viçosas e sem manchas; o aroma deve ser intenso, porém agradável. Se pretende levar plantas, confirme regras de transporte e mantenha raízes protegidas. Uma solução prática é optar por ervas secas bem armazenadas, que pesam pouco e duram mais. Pergunte sobre usos medicinais tradicionais e contraindicações, e evite automedicação sem orientação de profissional. Seque folhas na sombra antes de guardar.
Onde comer: bancas e pratos para provar
Provar a culinária no próprio mercado é parte da experiência. Logo cedo, procure o café coado na hora, servido com pão na chapa, manteiga de garrafa e queijo fresco. No almoço, os pratos mais pedidos incluem feijão tropeiro, galinhada, carne de sol na brasa, costelinha com ora-pro-nóbis e torresmo pururuca crocante. Para lanches, pastel de feira, tapioca recheada, pão de queijo grandão e empadas de frango disputam a atenção. Quem gosta de caldos pode pedir mocofato, mandioca com carne e feijão com bacon, geralmente acompanhados de cheiro-verde e pimenta curtida. Nas bancas de suco, destaque para cupuaçu, graviola e mangaba, além de garapa gelada tirada na hora. Os vegetarianos encontram opções como arroz com pequi sem carne, feijão tropeiro adaptado, abóbora refogada, saladas simples e farofa de banana. Para sobremesa, doce de leite morno, pudim caseiro, cocada cremosa e queijadinha finalizam com doçura. Dica de ouro: observe onde há fila, pergunte o prato do dia e priorize bancas com boa rotatividade, sinal de frescor. Se estiver em grupo, peça porções para compartilhar e provar mais sabores sem exagero no gasto. Para beber, aposte na cerveja bem gelada, na cachaça envelhecida local e em refrigérios de frutas, sempre pedindo água para intercalar e aguentar o calor. Se dirigir, fique só nos sucos e água mesmo.
Roteiro de 2 horas no mercado
Chegue às 8h para pegar o mercado ainda fresco. Comece com um café coado, pão na chapa e um pedaço de queijo meia cura para aquecer. Em seguida, caminhe pelos corredores principais observando preços e provando pequenas porções de queijos e doces; anote as bancas favoritas para retornar. Às 9h, faça compras de itens não perecíveis: temperos, farinhas, rapaduras e artesanato. Leve numa sacola firme e separe por tipo para não perfumar tudo. Por volta de 9h30, garanta os perecíveis embalada a vácuo, assim mantêm qualidade até o hotel. Antes das 10h, sente para um petisco de torresmo com limão ou uma tapioca, acompanhado de suco de fruta do dia. Finalize voltando às bancas selecionadas para fechar a lista e negociar pequenos descontos à vista. Saia às 10h com tudo organizado, cupom fiscal em mãos e energia para seguir o passeio pela cidade. Se tiver tempo extra, visite o setor de plantas e prove uma garapa antes de tirar fotos nas fachadas coloridas externas do mercado.
Dicas práticas para a visita
Prefira ir cedo, especialmente aos sábados. Leve dinheiro trocado, mas a maioria aceita cartão. Use calçados confortáveis, e proteja-se do calor com água e chapéu. Evite bolsas abertas e mantenha o celular seguro. Tenha sacolas reutilizáveis. Peça nota fiscal. Respeite fotos de pessoas, pedindo autorização quando necessário. Considere guia local para curiosidades e melhores histórias.
Preços, barganha e economia
Pesquise antes de fechar, comparando duas ou três bancas. Compras maiores costumam render brinde ou desconto à vista. Pergunte por combos. Evite pechincha agressiva; valorize o produtor. Leve limites definidos para não estourar o orçamento previsto.