A 28 dias da abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão e Cortina, em 2026, a brasileira Nicole Silveira garantiu uma importante medalha de bronze na penúltima etapa da Copa do Mundo de skeleton, realizada em St. Moritz, na Suíça. Aos 31 anos, a atleta natural do Rio Grande do Sul completou a prova com o tempo de 2min22s18, ficando a pouco mais de um segundo da vencedora, a belga Kim Meylemans, sua esposa, que marcou 2min21s01. A medalha de prata foi conquistada pela norte-americana Kelly Curtis, com 2min22s12.
O resultado na Suíça rendeu a Nicole 200 pontos no ranking mundial, um impulso significativo em sua busca por uma vaga olímpica. Com essa pontuação, ela ascendeu para a décima posição na lista geral, totalizando 808 pontos. A janela de classificação para os Jogos de Inverno se encerra em 18 de janeiro, e Silveira ainda terá a oportunidade de somar mais pontos na etapa final da Copa do Mundo, em Altenberg, na Alemanha, que se inicia na próxima sexta-feira (16).

Momento de superação e dedicação
Em suas declarações após a prova, Nicole Silveira ressaltou a importância da medalha. “Essa medalha é muito importante para mim, porque mostra tudo o que estou sacrificando e todo o esforço que estou fazendo. É o caminho certo e tudo está valendo a pena”, afirmou a atleta em um vídeo divulgado nas redes sociais.
Desempenho na pista suíça
Durante a competição, a brasileira também registrou o terceiro melhor tempo na segunda e última descida da tradicional pista Olympia Bobrun, com 1min10s80. Este percurso, com aproximadamente 1.200 metros, é considerado o berço da modalidade de skeleton.
Histórico em St. Moritz e na Copa do Mundo
Esta é a segunda vez que Nicole Silveira sobe ao pódio em St. Moritz e a terceira em etapas da Copa do Mundo. No ano anterior, ela já havia conquistado a medalha de bronze tanto em uma etapa suíça quanto em Pyeongchang, na Coreia do Sul, demonstrando sua consistência no cenário internacional.
Reflexos para o Norte de Minas
Embora a conquista de Nicole Silveira tenha ocorrido na Europa, o feito inspira atletas e entusiastas do esporte em Minas Gerais e em todo o Brasil. A crescente visibilidade do skeleton, impulsionada por resultados como este, pode estimular o interesse e o investimento em modalidades de inverno no país, abrindo portas para futuras gerações de competidores mineiros que buscam destaque internacional.