OMS Alerta: Sarampo Dispara nas Américas, Brasil Mantém Vigilância

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A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas, emitiu um alerta sobre o acentuado crescimento de casos de sarampo na região. Após um período de cinco anos com baixa circulação do vírus, a doença voltou a apresentar persistência e surtos em diversos países ao longo de 2025, uma tendência que se mantém no início de 2026.

Em 2025, foram confirmados 14.891 casos, resultando em 29 óbitos. A maioria das notificações, cerca de 95%, concentrou-se em México, Canadá e Estados Unidos, totalizando 14.106 ocorrências. O cenário em 2026 agrava a situação: entre as Semanas Epidemiológicas 1 e 3, mais de mil casos foram registrados, um aumento de 45 vezes em comparação com o mesmo período do ano anterior. Dentre os infectados com informações disponíveis, 78% não possuíam o esquema vacinal completo.

Brasil segue sem circulação endêmica

Apesar do aumento significativo em países vizinhos, o Brasil mantém o reconhecimento de ausência de circulação endêmica do sarampo, conforme atestado pela OPAS. No ano passado, o país registrou 38 casos da doença, distribuídos no Distrito Federal e em seis estados. A maior parte das ocorrências esteve relacionada à importação do vírus, com 94,7% dos casos envolvendo pessoas não vacinadas ou com status vacinal desconhecido.

Recomendações da OPAS e prevenção

Diante da escalada de casos, a OPAS/OMS reforça a necessidade de os países membros intensificarem as atividades de vigilância epidemiológica e vacinação de rotina, além de garantir respostas rápidas a casos suspeitos. O sarampo é uma doença altamente contagiosa, cujos sintomas incluem febre alta, manchas vermelhas na pele, tosse seca, coriza e conjuntivite. A vacinação, disponível gratuitamente no Brasil através das vacinas tríplice viral e tetraviral pelo SUS, é a forma mais eficaz de prevenção.

A OPAS recomenda a vacinação de rotina para crianças a partir de 12 meses até adultos com até 59 anos que não completaram o esquema vacinal. A entidade também enfatiza a importância de reforçar as coberturas vacinais em populações de risco e de manter a vigilância ativa para detectar e conter rapidamente qualquer surto que possa surgir.

O Brasil, que havia eliminado a circulação do vírus em 2016, busca manter seus esforços para evitar a reintrodução da doença. A vigilância ativa e a conscientização sobre a importância da vacinação são cruciais para proteger a população e manter o país livre do sarampo endêmico.

Reflexos para o Norte de Minas

Embora o Brasil mantenha a erradicação da circulação endêmica do sarampo, o aumento expressivo de casos nas Américas serve como um alerta para a região do Norte de Minas Gerais. A proximidade com países que enfrentam surtos pode aumentar o risco de importação do vírus. Autoridades de saúde locais e estaduais reforçam a importância da adesão ao calendário vacinal para crianças e adultos, garantindo que as altas coberturas vacinais sejam mantidas para proteger a população contra a reintrodução da doença. A vigilância de casos suspeitos nas unidades de saúde do Norte de Minas é fundamental para uma resposta rápida e eficaz.

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