Operação Carnaval em São Paulo: Polícia prende 33 pessoas por furtos e estelionato desde janeiro
Ações da polícia civil e militar focam em roubo de celulares, bebidas adulteradas e proteção a mulheres durante os blocos da capital paulista.
A Operação Carnaval da Polícia de São Paulo já resultou na prisão de 33 pessoas nas ruas desde o dia 31 de janeiro. Os detidos são acusados principalmente de furto de celulares, venda de bebida adulterada e estelionato, crimes comuns em grandes eventos da capital paulista.
Neste sábado (14), uma ação inusitada chamou a atenção no centro da cidade. Policiais civis do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), disfarçados de personagens do desenho Scooby-Doo, prenderam três criminosos que agiam furtando celulares em um bloco na região da República. Com o trio, oito aparelhos celulares foram recuperados.
Ações no Centro e Ibirapuera
No Parque Ibirapuera, também no sábado, outras quatro pessoas foram presas pelo furto de celulares. Além disso, cinco adolescentes foram apreendidos pelo mesmo crime durante patrulhamento preventivo, reforçando a vigilância em áreas de grande concentração de público.
No pré-Carnaval, nos dias 7 e 8 de fevereiro, a operação já havia levado à prisão de 11 indivíduos por crimes variados, incluindo venda de bebida adulterada, estelionato e furto de celulares. No final de semana anterior, uma ação na Barra Funda desarticulou uma quadrilha com 12 integrantes especializada em crimes patrimoniais durante desfiles de blocos, mostrando a abrangência do esquema de segurança.
Segurança Especial para Mulheres
A Polícia Militar de São Paulo implementou um esquema especial de segurança para atender as mulheres durante o Carnaval. Policiais militares femininas atuam nas ruas com dedicação exclusiva ao acolhimento imediato de vítimas de importunação sexual e à prisão dos agressores.
Essas policiais mantêm contato permanente com o programa Cabine Lilás, do Centro de Operações da PM (Copom). O programa, que também pode ser acionado pelo telefone 190, conta com um efetivo 100% formado por policiais mulheres, buscando oferecer um ambiente mais seguro e acolhedor para as vítimas.
Reflexos para o Norte de Minas
Embora a Operação Carnaval descrita ocorra na capital paulista, a estratégia de segurança adotada serve como um importante modelo para eventos de grande porte em todo o país, incluindo as festividades e aglomerações que ocorrem no Norte de Minas. Ações de patrulhamento preventivo, equipes especializadas no combate a crimes como furto de celulares e estelionato, e a criação de canais de acolhimento para vítimas de importunação sexual, como o Cabine Lilás, são fundamentais para garantir a segurança dos foliões. As forças de segurança da região podem se inspirar nessas táticas para aprimorar o planejamento de segurança em festas e eventos locais, visando sempre a proteção da população e o combate à criminalidade.