Operação da PF prende delegado Fabrizio Romano no Rio por suspeita de venda de influência e corrupção

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A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (data) a Operação Anomalia, que resultou na prisão do delegado Fabrizio Romano, da própria corporação. A ação visa desarticular um núcleo criminoso suspeito de negociar vantagens indevidas e vender influência para beneficiar um traficante internacional de drogas.

Foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão, cumpridos no Rio de Janeiro. Medidas cautelares diversas, como o afastamento do exercício de função pública, também foram aplicadas.

Detalhes da Operação Anomalia

Entre os presos, além do delegado Fabrizio Romano, está o ex-subsecretário estadual de Defesa do Consumidor, Alessandro Carracena. Segundo a defesa de Romano, ele não teve acesso à decisão que determinou sua prisão e nega qualquer envolvimento ilícito. O advogado de Carracena informou que a defesa ainda aguarda acesso às informações processuais para se pronunciar.

Carracena já se encontrava detido desde a deflagração da Operação Zargun, no ano passado. Advogados e servidores públicos também foram alvos da nova operação.

Esquema criminoso e envolvidos

As investigações apontam que o esquema era articulado por Alessandro Carracena e por advogados que atuavam como intermediários. O objetivo seria viabilizar pagamentos indevidos em espécie a Fabrizio Romano, em troca de informações privilegiadas e influência interna. A apuração revelou ainda a participação de um indivícil com histórico criminal, focado na facilitação política e operacional em Brasília.

As provas reunidas indicam que os investigados formaram uma associação criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública e para o favorecimento de interesses ligados ao tráfico de drogas.

Relação com a ADPF das Favelas

A ação policial está conectada à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas. Esta ação busca garantir uma atuação uniforme e coordenada da Polícia Federal na produção de inteligência e na repressão aos principais grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro.

Crimes investigados

De acordo com a Polícia Federal, os investigados responderão, conforme suas responsabilidades, pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência e lavagem de capitais.

Reflexos para o Norte de Minas

Embora a Operação Anomalia tenha sido deflagrada no Rio de Janeiro e os mandados expedidos pelo STF, a atuação da Polícia Federal em combate ao crime organizado e ao tráfico internacional de drogas tem impacto direto na segurança pública em todo o país, incluindo o Norte de Minas. A inteligência e a repressão a esses grupos visam desmantelar rotas e estruturas que podem afetar a região, garantindo maior tranquilidade e controle territorial para as forças de segurança locais.

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