Operação em SP prende 430 agressores de mulheres; 70% das vítimas não registraram violência prévia

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A Polícia Civil de São Paulo realizou uma grande operação nesta quarta-feira (11), resultando na prisão de 430 agressores de mulheres. A ação, batizada de Operação M – Carnaval Seguro, faz parte de um esforço contínuo para cumprir 1,7 mil mandados de prisão no estado. Até o momento, foram executados 385 mandados de prisão e efetuadas 45 prisões em flagrante, com a apreensão de 14 armas de fogo.

Próximos passos da operação

Durante o balanço da operação, o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian, detalhou as fases futuras da ação. “Nós estamos falando em torno de 35% dos mandados que foram cumpridos, pessoas localizadas. Nos demais mandados, nós temos outras fases dessa operação”, explicou Dian. Ele acrescentou que, embora prisões de agressores de mulheres sejam realizadas diariamente de forma isolada, novas operações serão deflagradas mensalmente para capturar os procurados.

A importância da denúncia

Cristiane Braga, coordenadora das delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) no estado, ressaltou um dado alarmante: 70% das vítimas de feminicídio no ano passado não haviam registrado nenhuma ocorrência de violência anterior. Ela enfatizou a importância da denúncia e de buscar apoio nas delegacias. “É importante que as vítimas tenham esse acolhimento humanizado, para que elas consigam relatar a situação de violência que elas vivem. É preciso denunciar, é preciso ampliar essas possibilidades de acolhimento, para que a gente possa enfrentar a situação de violência desde o início”, declarou Braga. Ela reforçou o alerta: “É importante que a mulher entenda que, ao primeiro ato, ela tem que procurar uma delegacia.”

Números e reforço para o Carnaval

No ano passado, a Polícia Civil de São Paulo prendeu um total de 14,2 mil agressores de mulheres, o que representa uma média de 38 prisões por dia. Para o período de Carnaval, além das DDMs que operam 24 horas na capital e no interior, a polícia reforçou o policiamento com furgões de delegacias móveis posicionados em blocos de folia. Mulheres que se sintam assediadas ou agredidas durante os festejos podem procurar atendimento nas delegacias convencionais.

Reflexos para o Norte de Minas

Embora a operação tenha ocorrido em São Paulo, a repressão qualificada a agressores de mulheres em qualquer estado brasileiro serve como um importante precedente e reforço na luta contra a violência doméstica em todo o país. No Norte de Minas, onde a segurança pública é uma prioridade, ações como essa incentivam as vítimas a buscarem seus direitos e demonstram o compromisso das forças policiais em combater crimes contra a mulher. A conscientização sobre a importância da denúncia e do acolhimento às vítimas é fundamental para que casos como os mencionados por Cristiane Braga, de vítimas que não registraram agressões anteriores, sejam cada vez mais raros em nossa região.

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