Paço Imperial no Rio de Janeiro celebra 40 anos como centro cultural com exposição de 160 obras e mais de 100 artistas renomados

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Paço Imperial no Rio de Janeiro celebra 40 anos como centro cultural com exposição de 160 obras e mais de 100 artistas renomados

No coração do Centro do Rio de Janeiro, em frente à Baía de Guanabara, o Paço Imperial se destaca como uma joia da arquitetura colonial portuguesa e um guardião da história brasileira. O palácio, inaugurado em 1743, foi Casa dos Vice-Reis, Paço Real de Dom João VI e sede do Império, testemunhando momentos cruciais como o Dia do Fico e a assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel.

Desde 1985, o Paço Imperial funciona como um centro cultural, vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia do Ministério da Cultura. Com 40 anos de atividade, supera o vizinho Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em longevidade na região central carioca.

Exposição ‘Constelações’ marca quatro décadas de cultura

Para celebrar as quatro décadas dedicadas à cultura, o Paço Imperial inaugurou neste sábado (28) a exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial”. A mostra reúne cerca de 160 obras de mais de 100 artistas que possuem uma ligação especial com o local. A exposição gratuita estará aberta ao público até 7 de junho, prometendo atrair entusiastas da arte, críticos e milhares de visitantes.

Entre os nomes de peso que compõem a exposição estão Adriana Varejão, Amilcar de Castro, Anna Maria Maiolino, Arthur Bispo do Rosário, Beatriz Milhazes, Hélio Oiticica, Luiz Aquila, Lygia Clark, Marcela Cantuária e Roberto Burle Marx. A curadoria é assinada por Claudia Saldanha, Ivair Reinaldim e pela equipe do próprio Paço Imperial.

Memória e ineditismo em um percurso sem hierarquia

A exposição “Constelações” traz trabalhos icônicos e alguns inéditos, revisando a trajetória de artistas que já estiveram em destaque no centro cultural. O curador Ivair Reinaldim explicou à Agência Brasil que o nome da mostra é inspirado no conceito do filósofo alemão Walter Benjamin, que descreve constelações como desenhos sem hierarquia ou linearidade.

“A ideia é trabalhar com obras de artistas de diferentes gerações, contextos, contemporâneos, modernos, populares, jovens, velhos, consagrados e não consagrados, misturando todo mundo”, detalhou Reinaldim. Os visitantes podem explorar 12 salões e dois pátios internos, incluindo um jardim em homenagem a Roberto Burle Marx, que teve uma grande mostra no Paço em 2008.

A diretora do Paço e curadora Claudia Saldanha reforça que o percurso da exposição é livre. “Sempre gostamos quando o visitante faz o seu próprio percurso. Pode começar pelo primeiro ou segundo andar, pode entrar por qualquer um dos portões”, afirmou, destacando a ausência de cronologia ou categorização que possa criar barreiras entre as obras.

Obra inédita e relevância nacional

Um dos destaques é a obra inédita “Agrupamento”, de José Damasceno, criada especialmente para a exposição. A peça foi feita com placas de MDF e grampos de serralheiro, materiais garimpados na feira de antiguidades da Praça XV, que acontece aos sábados em frente ao Paço.

Além da exposição, o Paço Imperial organizará seminários, oficinas e atividades educativas até junho, valorizando sua trajetória. Reinaldim ressaltou a relevância nacional do Paço, lembrando que o local sediou, em 1986, as primeiras retrospectivas de Hélio Oiticica e Lygia Clark, artistas que hoje estão entre os mais reconhecidos internacionalmente. “Aqui foi a primeira vez que uma instituição conseguiu apresentar um conjunto de trabalhos desses artistas”, orgulha-se.

A diversidade do público que transita pela Praça XV foi um desafio e, ao mesmo tempo, uma garantia de que a exposição oferece algo para todos os gostos, conforme o curador. A mostra é resultado de parcerias com diversas instituições, como Museu Bispo do Rosário, Museu de Arte do Rio e Instituto Moreira Salles, reforçando o conceito de constelação cultural.

Reflexos para o Norte de Minas

A experiência do Paço Imperial, como um centro cultural longevo e de relevância nacional, serve de inspiração para instituições e gestores culturais no Norte de Minas. A capacidade de articular exposições de grande porte e atrair público diversificado, ao mesmo tempo em que preserva o patrimônio histórico, demonstra um modelo de sucesso. Iniciativas como a exposição ‘Constelações’ evidenciam a importância de investir na cultura e na história, princípios que ressoam na valorização do patrimônio e na promoção artística em cidades como Montes Claros, que também buscam fortalecer seus espaços culturais e históricos.

Serviço:

O Paço Imperial fica na Praça XV, 48, Centro do Rio de Janeiro. A exposição é gratuita, até 7 de junho, com funcionamento de terça-feira a domingo e aos feriados, das 12h às 18h.

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