O Parque Estadual do Itacolomi, um dos mais importantes patrimônios naturais e históricos de Minas Gerais, reabriu suas portas ao público na última quarta-feira (4/2). Localizada entre os municípios de Ouro Preto e Mariana, a unidade de conservação marca o início de um novo ciclo de valorização com a retomada da visitação e a implementação gradual de melhorias previstas em contrato de concessão de serviços turísticos.
O modelo de concessão visa aprimorar a experiência dos visitantes e promover o uso público sustentável, mantendo o parque como patrimônio público do Estado de Minas Gerais, sob a gestão e fiscalização do Instituto Estadual de Florestas (IEF). A iniciativa faz parte do Programa de Concessão de Parques Estaduais.
Concessão Foca em Serviços, Proteção Permanece Pública
A concessão transfere exclusivamente a operação de serviços de apoio à visitação. Todas as atribuições relacionadas à proteção da biodiversidade, patrimônio natural e cultural, pesquisas científicas, educação ambiental, prevenção e combate a incêndios florestais, além da fiscalização e monitoramento da unidade, permanecem sob responsabilidade do poder público. A concessão é temporária, com validade até 2053.
Novidades e Melhorias para os Visitantes
A concessionária será responsável por oferecer serviços turísticos aprimorados. Isso inclui a recepção e controle de acesso, manutenção de trilhas, estruturas e áreas de uso público. Além disso, a operação de serviços de estacionamento, alimentação e hospedagem também estará sob sua alçada. A implementação de novos roteiros e equipamentos, como o Roteiro do Chá e o Bikepark com trilha exclusiva para ciclistas, faz parte do plano.
Essas e outras intervenções planejadas em contrato serão realizadas de forma gradual, visando sempre a melhoria contínua da experiência no parque.
Reflexos para o Norte de Minas
Embora o Parque Estadual do Itacolomi esteja localizado na região Central de Minas Gerais, a sua reabertura e os investimentos em infraestrutura e turismo sustentável servem como um importante modelo para outras unidades de conservação no estado. A experiência de concessão pode inspirar futuras parcerias que visem a valorização do patrimônio natural e histórico mineiro, potencialmente impulsionando o ecoturismo e o desenvolvimento em outras regiões, incluindo o Norte de Minas, que possui grande potencial a ser explorado.