Prisão de Bicheiro no Rio de Janeiro é Celebrada como Vitória da Polícia contra o Crime Organizado
Ação conjunta da Polícia Federal e Civil resulta na captura de “Adilsinho”, suspeito de dezenas de homicídios e chefia de máfia de jogos, impactando a segurança pública no país.
A prisão de um influente bicheiro no Rio de Janeiro é fruto da resiliência e integração das forças policiais, conforme destacou a Polícia Federal. O superintendente Fábio Galvão e o secretário de Estado de Polícia Civil, Felipe Curi, enfatizaram a importância da operação que tirou de circulação o contraventor conhecido como “Adilsinho”, apontado como um dos principais nomes da máfia do jogo do bicho no estado.
A ação, desenvolvida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RJ), já havia desmantelado três fábricas clandestinas de cigarros ligadas ao suspeito. “É um dos meios de dinheiro principal do bicheiro, fora as máquinas de caça-níqueis e a exploração do jogo do bicho”, explicou o superintendente Galvão, classificando a prisão como “um presente para a sociedade fluminense e um baque para a máfia do jogo do bicho”.
Rede Criminosa e Homicídios
Fábio Galvão e Felipe Curi ressaltaram que Adilsinho é investigado por dezenas de homicídios. Segundo Curi, os crimes são apurados por Delegacias de Homicídios da Capital, Baixada Fluminense, Niterói e São Gonçalo. “Homicídios de rivais, de desafetos, de contraventores, de integrantes da máfia de cigarros e também de alguns policiais”, pontuou o secretário.
O bicheiro possui três mandados de prisão por homicídios, decorrentes de investigações da Polícia Civil. Entre os casos mais notórios, está a morte de um advogado em fevereiro de 2024, assassinado em plena luz do dia em frente à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em uma ação classificada como “extremamente ousada” pela quadrilha.
Exploração de Mão de Obra Análoga à Escravidão
As investigações também revelaram a exploração de mão de obra. Em uma das fábricas clandestinas de cigarros desmanteladas, agentes encontraram mais de 20 paraguaios submetidos a condições análogas à escravidão. As outras duas fábricas, sobretudo na Baixada Fluminense, tiveram seus equipamentos apreendidos, desarticulando parte da estrutura financeira do grupo criminoso.
Reflexos para o Norte de Minas
Apesar da operação ter ocorrido no Rio de Janeiro, a prisão de um bicheiro de alta periculosidade e a desarticulação de sua rede criminosa servem como um importante precedente para o combate ao crime organizado em outras regiões do Brasil, incluindo o Norte de Minas Gerais. A atuação de grupos ligados a jogos de azar, exploração de máquinas caça-níqueis e até mesmo fábricas clandestinas de produtos ilícitos não é exclusiva de grandes centros. Autoridades locais, como a Polícia Militar e Polícia Civil de Montes Claros e cidades vizinhas, monitoram constantemente atividades suspeitas que possam ter conexões com redes criminosas mais amplas, reforçando a importância da integração de informações e ações conjuntas para coibir tais práticas na região. A experiência do Rio de Janeiro destaca a necessidade de vigilância contínua e da resiliência das forças de segurança para proteger a sociedade dos impactos dessas organizações.