Proteja seu Celular de Golpes Virtuais no Carnaval 2024 em Minas Gerais: Dicas Essenciais para Foliões
Com blocos lotados e alto volume de transações, especialistas alertam para o risco de fraudes digitais que vão além do furto ou roubo físico do aparelho durante a folia.
O período de Carnaval, marcado por blocos lotados, turistas distraídos e um alto volume de transações financeiras, emerge como um dos momentos de maior vulnerabilidade para os usuários de celulares em Minas Gerais. Mais do que o risco de furto ou roubo, o aparelho se tornou a principal porta de entrada para criminosos acessarem aplicativos bancários e esvaziarem contas em questão de minutos.
José Oliveira, Diretor de Tecnologia (CTO) da Certta, empresa especializada em soluções antifraude, explica que grandes eventos como o Carnaval criam o ambiente perfeito para a ação de golpistas. “Há quebra de rotina, decisões rápidas e um senso de urgência que inibe a reflexão. É exatamente isso que o fraudador explora”, afirma Oliveira, destacando a sofisticação crescente das abordagens criminosas.
Por que o risco aumenta no Carnaval?
O especialista aponta três fatores principais que elevam o perigo para os foliões:
- Desatenção: A atmosfera de festa distrai as pessoas, tornando-as menos vigilantes.
- Agitação: Em meio a aglomerações e barulho, é mais difícil perceber ameaças.
- Aumento de transações: O volume maior de pagamentos digitais e interações online cria mais oportunidades para fraudes.
Além disso, o celular se tornou o principal alvo por concentrar aplicativos bancários, carteiras digitais, redes sociais e e-mails, fornecendo aos criminosos tudo o que precisam para acessar a vida financeira da vítima. Com o aparelho desbloqueado, ou mesmo após tentativas rápidas de quebra de senha, golpistas podem realizar transferências, acessar dados pessoais e até solicitar empréstimos.
Como proteger o celular antes de sair de casa?
A prevenção é a melhor estratégia. Antes de cair na folia, é recomendável:
- Ativar a autenticação de dois fatores em todos os aplicativos, especialmente os bancários e de redes sociais.
- Utilizar senhas fortes e diferentes para cada plataforma.
- Fazer backup regular dos dados importantes.
- Instalar um aplicativo de rastreamento e bloqueio remoto.
- Evitar conectar-se a redes Wi-Fi públicas desconhecidas.
Principais meios de invasão do celular
As fraudes não se limitam ao furto. Redes Wi-Fi falsas em blocos, cafés ou aeroportos são armadilhas comuns. A engenharia social, técnica em que o criminoso manipula emocionalmente a vítima para obter senhas e dados, também é amplamente utilizada. Mais recentemente, golpes com inteligência artificial (IA) têm se tornado uma preocupação.
Segundo o diretor de Tecnologia da Certta, a tecnologia reduziu o custo para criminosos aplicarem fraudes sofisticadas. Hoje, já são usados deepfakes para simular vozes e imagens, além de chatbots para interagir com as vítimas de forma convincente. Enquanto empresas investem em sistemas de análise de risco, o comportamento fora do padrão do folião, que muitas vezes viaja e quebra a rotina, dificulta a detecção de movimentações suspeitas.
O que fazer se o celular for roubado?
Em caso de roubo ou furto, a ação imediata é crucial. Bloqueie o aparelho remotamente, entre em contato com seu banco para alertar sobre a situação e registre um boletim de ocorrência o mais rápido possível. Mantenha consigo os números de IMEI do aparelho, que podem auxiliar no bloqueio da linha.
Reflexos para o Norte de Minas
Para os moradores de Montes Claros e região do Norte de Minas, as orientações de segurança são ainda mais pertinentes. Com a celebração do Carnaval em cidades como Pirapora, Bocaiuva e na própria Montes Claros, a concentração de pessoas em eventos e blocos eleva a atenção necessária. A Polícia Militar e a Polícia Civil de Minas Gerais reforçam as patrulhas, mas a vigilância do cidadão é a primeira linha de defesa. É fundamental que os foliões da região adotem as medidas preventivas para garantir a segurança de seus dados e evitar prejuízos financeiros durante a festa.
Principal recomendação: desacelerar
A orientação central de José Oliveira é substituir o impulso pela análise. “Antes de digitar uma senha, clicar em um link ou confirmar um pagamento, pare por alguns segundos”, aconselha. “Num ambiente de festa e aglomeração, a tecnologia pode ajudar, mas a primeira barreira contra o golpe ainda é o comportamento do próprio usuário.”