Reino Unido apaga sua história ao remover figuras icônicas de moedas e gerar receio de ‘tirania higienizada’

PUBLICIDADE

Autoridades do Reino Unido parecem empenhadas em diluir aspectos centrais da identidade britânica em suas instituições e sociedade. Uma das medidas mais recentes e controversas é a decisão do Banco da Inglaterra de remover figuras históricas de suas notas de libra esterlina, substituindo-as por imagens de animais selvagens considerados “não ofensivos”.

A mudança, anunciada através de um comunicado de imprensa, visa substituir retratos de personalidades como a romancista Jane Austen, o pintor JMW Turner, o cientista Alan Turing e, notavelmente, o ex-primeiro-ministro Winston Churchill. O Banco da Inglaterra justificou a alteração citando a necessidade de celebrar “outro aspecto importante do Reino Unido” e a busca por imagens que não sejam “divisivas” ou que “excluam qualquer grupo”.

Nadeem Perera, um dos “especialistas” do painel consultado para a nova identidade visual da moeda, considerou a substituição de figuras históricas por animais como um passo “tardio”. Essa decisão vem em um momento delicado para o país, que recentemente celebrou uma década do voto pelo Brexit e optou por não adotar o euro, e agora se vê envolvido em um “projeto de autoapagamento nacional”, segundo análises críticas.

Apagamento da Herança Cultural

A substituição de figuras históricas nas cédulas é vista por críticos como parte de um movimento mais amplo para expurgar elementos da cultura e história britânicas. Estátuas foram derrubadas ou “contextualizadas” em museus, e até mesmo o legado de William Shakespeare é alvo de debates sobre “descolonização” de celebrações, sob a alegação de que suas obras poderiam promover a “supremacia branca”.

Jarrett Stepman, colunista do The Daily Signal e autor de “A Guerra contra a História”, aponta que, diferentemente dos Estados Unidos, onde movimentos progressistas encontraram maior resistência política e cultural, no Reino Unido tais iniciativas parecem avançar sem impedimentos institucionais.

Liberdade de Expressão Sob Ameaça

O artigo também levanta preocupações sobre a restrição da liberdade de expressão. Programas antiterrorismo britânicos teriam sinalizado obras literárias clássicas, como “Os Contos de Canterbury” e “1984”, como potenciais indícios de “terrorismo de extrema-direita”. Essa abordagem, segundo a análise, visa incutir medo nos cidadãos para desencorajá-los a criticar a imigração em massa e grupos protegidos.

A liberdade de expressão estaria sendo atacada, com o governo visando que os cidadãos “pensem duas vezes antes de dizer a verdade”, temendo a ação de uma “polícia da liberdade de expressão”. A redução de convenções inglesas tradicionais, como os julgamentos com júri, e a exclusão de nobres hereditários da Câmara dos Lordes após 700 anos, são citadas como exemplos adicionais de erosão de instituições históricas.

Reflexos para o Norte de Minas

Embora a decisão do Banco da Inglaterra seja específica do Reino Unido, o debate sobre a preservação da identidade cultural e os limites da liberdade de expressão ressoa globalmente. No Brasil, e especificamente no Norte de Minas, a discussão sobre como o patrimônio histórico e cultural é apresentado e preservado é fundamental. A valorização de figuras locais e a forma como as instituições abordam a história podem influenciar o senso de pertencimento e a construção da identidade regional para as futuras gerações. A tendência de “higienização” de narrativas históricas observada no Reino Unido serve como um alerta sobre os perigos de apagar o passado em nome de um futuro idealizado, mas potencialmente restritivo.

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima