O Ministério da Saúde confirmou, na quarta-feira (1º de abril), a detecção de um caso de sarampo no Rio de Janeiro. Trata-se da segunda notificação da doença em território brasileiro no ano de 2026. A paciente identificada é uma mulher de 22 anos, sem registro de vacinação contra a doença, que atua em um hotel na capital fluminense.
Imediatamente após a notificação, o Ministério da Saúde informou que iniciou um protocolo de resposta. As ações incluem investigação detalhada do caso, vacinação de bloqueio na residência da paciente, no seu local de trabalho e no serviço de saúde frequentado por ela. Além disso, foi realizada uma varredura na área próxima à residência para identificar outros possíveis casos e ampliar a cobertura vacinal na região.
Situação epidemiológica e alertas internacionais
O alerta para o aumento de casos de sarampo nas Américas foi emitido em fevereiro deste ano pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar do cenário regional, o Brasil mantém o reconhecimento de livre circulação endêmica do vírus pela OPAS.
No ano passado, 2025, o país registrou 38 casos de sarampo. As ocorrências foram distribuídas entre o Distrito Federal (1 caso) e seis outros estados. Desses, dez casos foram importados, 25 relacionados à importação e três de origem indefinida. A maioria dos casos (94,7%) ocorreu em indivíduos não vacinados ou com situação vacinal desconhecida.
Como se proteger e sintomas da doença
O sarampo é uma doença infecciosa de alta transmissibilidade. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, superior a 38,5 °C, e o surgimento de manchas vermelhas na pele. Estes são geralmente acompanhados por tosse seca, conjuntivite, coriza e uma sensação geral de mal-estar intenso.
Segundo a OMS, a vacinação é a ferramenta mais eficaz para a prevenção do sarampo. No Brasil, a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (que adiciona proteção contra varicela) são disponibilizadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A indicação é para pessoas de 12 meses a 59 anos. Adolescentes e adultos que não foram vacinados ou que possuem o esquema vacinal incompleto devem procurar os postos de saúde para iniciar ou completar a imunização, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.
Impacto para o Norte de Minas
Embora o caso confirmado seja no Rio de Janeiro, a vigilância epidemiológica em todo o país se intensifica diante de qualquer notificação. Para o Norte de Minas, a principal recomendação segue sendo a manutenção das altas coberturas vacinais. As Secretarias Municipais de Saúde da região reforçam a importância da adesão ao calendário de vacinação para proteger a população, especialmente crianças e adultos com esquema vacinal pendente, contra doenças controladas, mas que ainda circulam no Brasil.