Santa Catarina foi contemplada com 421 computadores que serão distribuídos em 35 pontos de inclusão digital por todo o estado. A iniciativa faz parte do programa “Computadores para Inclusão”, do Ministério das Comunicações (MCom), que desde 2010 busca democratizar o acesso à tecnologia no país.
Os equipamentos doados são destinados prioritariamente a associações, escolas públicas e projetos focados no letramento digital e na capacitação em informática. O objetivo principal é gerar novas oportunidades de emprego e renda para a população, especialmente para a juventude.
Segundo Frederico de Siqueira Filho, ministro das Comunicações, o programa tem um papel fundamental na transformação de tecnologia obsoleta em ferramentas de aprendizado, lazer e trabalho. “Estamos colocando essas pessoas no mercado de trabalho qualificado; além de gerar inclusão, avançamos na construção da soberania digital do nosso país, com mão de obra de qualidade”, declarou o ministro.
Economia Circular e Impacto Ambiental
O programa opera sob a lógica da economia circular. Equipamentos que não são mais utilizados por órgãos públicos são encaminhados aos Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs). Lá, eles são reformados por alunos dos próprios cursos de capacitação e, em seguida, doados a entidades como escolas, centros socioeducativos, penitenciárias, comunidades indígenas e quilombolas, além de áreas rurais e remotas.
Até o momento, a iniciativa já evitou o descarte de mais de 1,2 milhão de equipamentos, o que equivale a cerca de 11 mil toneladas de resíduos eletrônicos. A Caixa Econômica Federal é um dos principais parceiros do projeto, tendo contribuído com 100 mil doações de computadores ao longo dos anos.
Reflexos para o Norte de Minas
Embora a notícia se refira especificamente ao estado de Santa Catarina, o programa “Computadores para Inclusão” é nacional e visa expandir o acesso à tecnologia em todo o Brasil. A iniciativa tem potencial para ser replicada ou ter seus princípios aplicados em outras regiões, como o Norte de Minas Gerais. A democratização do acesso à informação e à capacitação digital é crucial para o desenvolvimento socioeconômico local, podendo gerar novas oportunidades de emprego e qualificação profissional para a juventude e comunidades da região, alinhando-se ao objetivo de impulsionar o desenvolvimento regional através de ferramentas tecnológicas.