Moradores do estado de São Paulo que receberam a vacina contra a febre amarela em dose fracionada devem retornar aos postos de saúde para completar o esquema vacinal. A recomendação visa assegurar a imunidade completa contra a doença, conforme as diretrizes mais recentes de saúde pública.
A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos silvestres. A morte de macacos, que são particularmente suscetíveis ao vírus, serve como um alerta precoce da presença do vetor em áreas de mata. A Secretaria de Saúde de São Paulo orienta que o avistamento de animais mortos deve ser comunicado imediatamente às autoridades municipais.
Os sintomas iniciais da infecção incluem febre alta, calafrios, dores de cabeça intensas, dores musculares e nas costas, náuseas, vômitos e fadiga. A vacinação é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Desde abril de 2017, o Brasil adotou a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de apenas uma dose da vacina ao longo da vida para áreas de recomendação. No entanto, a aplicação da dose fracionada, que ocorreu em alguns municípios paulistas em períodos de alta demanda, exige a complementação para garantir a proteção total.
A Secretaria de Saúde de São Paulo reforça a importância de verificar o cartão de vacinação e, em caso de dúvida sobre o recebimento da dose fracionada, procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para orientação. A ação é fundamental para manter a cobertura vacinal elevada e prevenir a circulação do vírus no estado.