Senador Izalci Lucas pede CPI na Câmara Legislativa do DF para investigar gestão do BRB e investimentos no Banco Master

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O senador Izalci Lucas (PL-DF) solicitou nesta segunda-feira (23) a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O objetivo é apurar a aplicação de R$ 12,2 bilhões do Banco de Brasília (BRB) em investimentos no Banco Master. O parlamentar denunciou a agilidade com que a CLDF teria aprovado os chamados “investimentos podres” do BRB na instituição financeira.

Segundo Izalci Lucas, o deputado distrital tem a prerrogativa de legislar sobre matérias locais e, paralelamente, fiscalizar o Poder Executivo. Ele criticou o que chamou de “cheque em branco” concedido pelo governador Ibaneis Rocha, que teria conseguido a aprovação dos investimentos em apenas 10 minutos durante a aquisição do Banco Master pelo BRB.

Críticas à utilização de imóveis da Terracap

O senador também manifestou desaprovação à proposta do governador Ibaneis Rocha de utilizar imóveis da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) como garantia para cobrir um eventual rombo no BRB. A medida se dá em um cenário onde o Banco Central exige que a instituição financeira reserve ao menos R$ 3 bilhões para garantir a segurança de suas operações.

Izalci Lucas estima que o prejuízo real do BRB possa ultrapassar os R$ 5 bilhões. Ele alertou os deputados distritais para que não concedam um novo “cheque em branco” para a criação de um fundo imobiliário, como parte da proposta governamental. A preocupação é que a situação financeira do banco público se agrave ainda mais.

A reportagem da Agência Senado buscou contato com o governo do Distrito Federal para comentar as declarações do senador, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

Reflexos para o Distrito Federal

A solicitação de CPI por parte do senador Izalci Lucas levanta questionamentos sobre a transparência e a solidez dos investimentos realizados pelo BRB. A investigação pode trazer à tona detalhes sobre a gestão dos recursos públicos e o impacto dessas decisões na economia do Distrito Federal. A atuação da Câmara Legislativa em fiscalizar o Poder Executivo é um ponto central na argumentação do senador, que busca maior rigor nas aprovações de investimentos de grande vulto.

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