O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (3) que a ofensiva conjunta com Israel contra o Irã resultou na destruição de “praticamente tudo” no país persa e que a operação está ocorrendo “bem”. As declarações foram feitas durante um encontro com o chanceler alemão, Friedrich Merz, em Washington.
A justificativa para a ação militar gerou versões contraditórias dentro do governo americano. Inicialmente, o secretário de Estado Marco Rubio informou que os Estados Unidos intervieram apenas após saberem que Israel planejava um ataque. No entanto, Trump apresentou uma narrativa diferente, afirmando que sua intervenção foi para evitar que Teerã lançasse uma ofensiva primeiro.
Ação Preventiva e Incertezas Pós-Conflito
“Acho que eles iam atacar primeiro e eu não queria que isso acontecesse. Então, de certa forma, pode ser que eu tenha forçado a mão de Israel”, declarou Trump no Salão Oval, sugerindo que sua decisão antecipou um conflito iminente.
Questionado sobre a falta de um plano pós-guerra, o presidente admitiu incertezas quanto à evolução da situação no Irã. “Suponho que o pior cenário seria que façamos tudo isso e depois alguém tão ruim quanto o anterior assuma o poder, certo?”, comentou, referindo-se ao líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, que teria morrido nos bombardeios iniciais. “Não queremos que isso aconteça”, acrescentou.
Apelo a Manifestantes e Mortes de Lideranças
Trump também pediu aos manifestantes no Irã que aguardem a estabilização da situação antes de tomar “medidas importantes”. “Dissemos: não façam isso ainda. Se vão sair para protestar, não façam isso ainda”, instruiu.
O presidente revelou que os bombardeios visaram figuras consideradas possíveis sucessores de Khamenei, e um ataque posterior atingiu uma reunião para a escolha de uma nova liderança. “A maioria das pessoas em quem pensávamos morreu”, disse. “Agora temos outro grupo (de dirigentes). Pode ser que também estejam mortos, segundo relatos”.
Críticas ao Reino Unido
Trump expressou irritação com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, pela demora em autorizar o uso de bases do Reino Unido para as operações americanas contra o Irã. “Não estou satisfeito com o Reino Unido”, afirmou durante o encontro com o chanceler alemão. “Levamos três ou quatro dias para resolver onde podemos pousar. Não estamos lidando com Winston Churchill”, criticou.
Fonte: AFP