Trump anuncia ‘grande onda’ de ataques iminentes contra o Irã e critica demora do Reino Unido

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (2) que uma “grande onda” de ataques contra o Irã ainda está por vir. Em entrevista à CNN, Trump afirmou que os EUA estão “dando uma surra” no Irã, mas que as ações mais contundentes ainda não começaram.

“A grande onda ainda nem chegou. A grande onda está chegando em breve”, disse Trump, que também expressou o desejo de que o conflito não se prolongue, comparando-o a uma expectativa inicial de “quatro semanas”. Ele acrescentou que os Estados Unidos “estão um pouco adiantados em relação ao cronograma”.

Segundo o presidente americano, os EUA promoverão ações para ajudar o povo iraniano a retomar o controle do país, mas aconselhou os cidadãos a permanecerem em casa por questões de segurança.

Ataques Surpreendentes no Oriente Médio

Trump revelou que a “maior surpresa” desde o início do conflito, ocorrido no sábado (28), foram os ataques iranianos contra países árabes da região, como Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos. “Ficamos surpresos”, admitiu, indicando que o Irã, que inicialmente teria um envolvimento limitado, agora insiste em se engajar ativamente.

O presidente americano informou que 49 líderes iranianos foram mortos durante os ataques e que tentou negociar com o regime iraniano sobre o enriquecimento de urânio, mas não obteve sucesso. Ele também mencionou que o material enriquecido iraniano estava em más condições, levando ao colapso da montanha onde era processado.

Abertura para Tropas Terrestres e Críticas ao Reino Unido

Em declaração anterior ao jornal New York Post, Trump não descartou a possibilidade de enviar tropas terrestres americanas ao Irã, caso fossem “necessárias”, diferenciando-se de presidentes anteriores que evitavam essa posição.

O presidente expressou frustração com a demora do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, em autorizar o uso de bases militares britânicas para operações contra o Irã. Trump classificou a resistência inicial de Starmer em relação à base de Diego Garcia como algo “inédito entre nossos países”. Embora Starmer tenha posteriormente cedido para “fins defensivos específicos e limitados”, Trump considerou o tempo de espera “demais”.

Em coletiva, o primeiro-ministro britânico afirmou que o Reino Unido não se juntará aos ataques no momento, mas continuará com suas ações defensivas na região.

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