UFGD em Queda Livre: Críticas Apontam “Lulopetismo Alucinado” e Gestão Intervencionista como Causas

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A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) atravessa um período de declínio acentuado, segundo análise crítica de Adroaldo Rockenbach Medeiros, advogado, agrônomo e pecuarista sul-mato-grossense. Em um artigo que repercute a situação da instituição, Medeiros aponta a influência política e a gestão intervencionista como fatores determinantes para a perda de relevância da UFGD no cenário nacional.

Desilusão com o Projeto Inicial

Medeiros acompanhou o nascimento da UFGD, que se desmembrou da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em 2005-2006, em meio a um projeto de expansão universitária do governo Lula. Inicialmente, o autor depositou esperanças no potencial da nova instituição. No entanto, a percepção mudou rapidamente.

“Tão logo instalada, um lulopetismo alucinado foi loteando a instituição, transformando-a em reduto sindical e partidário que, pouco a pouco, foi deformando e desvirtuando a sua razão universitária de existir”, relata Medeiros, atribuindo o cenário à hegemonia do PT em Dourados e no governo federal na época.

Gestão Tumultuada e Intervenção Presidencial

A situação se agravou, segundo o autor, com a perda das eleições para a reitoria em 2015. Os grupos políticos que não reconheceram a derrota teriam tumultuado o processo eleitoral subsequente em 2019, inviabilizando o pleito e levando a uma judicialização que culminou na intervenção do Presidente Bolsonaro.

Desde 2019, a UFGD opera sob intervenção, inicialmente com reitores pro tempore e, a partir de 2022, com a nomeação do terceiro colocado na consulta de 2019. Medeiros classifica o atual reitor como um “lulopetista manso e frequentável”, mas critica sua permanência no cargo sem a convocação de novas eleições, o que, em sua visão, perpetuou a deterioração da universidade.

Declínio em Rankings e Paralisações

O resultado dessa gestão, segundo Medeiros, é um declínio inegável. A UFGD deixou de ser a principal universidade pública de Mato Grosso do Sul, perdeu relevância no Centro-Oeste e não figura mais entre as principais instituições federais do país, com queda em praticamente todos os rankings de aferição universitária.

Paralisações e greves tornaram-se constantes, acompanhadas por uma redução acentuada e crônica de estudantes. “Não dá para tapar o sol com a peneira. A UFGD entrou em queda livre”, afirma o autor, que defende a extirpação do “lulopetismo” da instituição.

Esperança em Nova Candidatura

Diante desse cenário, Medeiros expressa esperança na candidatura de Gicelma Chacarosqui e Arquimedes Gasparotto. Ele os descreve como “jovens, apartidários, cultos e determinados”, capazes de promover a mudança necessária na UFGD.

A análise de Medeiros reflete uma preocupação crescente com a qualidade e a relevância das universidades públicas brasileiras, destacando como disputas políticas e modelos de gestão podem impactar diretamente o desenvolvimento acadêmico e social.

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