As vendas no varejo para a Páscoa têm projeção de atingir R$ 3,57 bilhões em 2026, um marco histórico segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Caso a previsão se concretize, o volume representará um crescimento real de 2,5% em comparação ao ano anterior, já descontada a inflação. Esta marca seria a maior registrada desde o início da série histórica da entidade, em 2005.
Produtos nacionais ganham espaço em meio à alta de preços
Apesar do otimismo com o volume de vendas, o consumidor enfrentará um cenário de preços mais elevados, especialmente para itens tradicionais como o chocolate. A valorização do cacau no mercado internacional elevou o custo de produtos importados em até 37%, o que tem levado à diminuição das importações e à maior oferta de produtos nacionais. A cesta de produtos típicos da Páscoa deve registrar um aumento médio de 6,2%.
Chocolate e bacalhau lideram aumentos
O chocolate lidera a lista de aumentos, com uma estimativa de 14,9% de elevação em seus preços. O bacalhau aparece em seguida, com um acréscimo previsto de 7,7%, seguido pela alimentação fora do domicílio, que deve subir 6,9%. Esses aumentos, contudo, são esperados ser absorvidos por um mercado de trabalho aquecido e pela melhora nas condições de consumo, fatores que sustentam o crescimento previsto.
Pequenos negócios veem na Páscoa oportunidade de crescimento
A Páscoa também se consolida como uma data estratégica para o comércio de pequenos e médios negócios. Um levantamento da Serasa Experian indica que 32% dessas empresas utilizam a data para impulsionar suas vendas, com metade delas planejando ações estruturadas e a outra metade, iniciativas pontuais. O estudo aponta ainda que empresas com maior risco de crédito tendem a apostar mais em datas sazonais para reforçar o caixa. Regionalmente, o Nordeste lidera essa adesão, com 45% das empresas aproveitando a Páscoa, seguido pelo Norte com 38%.
Recuperação do comércio pós-pandemia continua
A projeção para 2026 reflete a tendência de recuperação do setor varejista, que iniciou sua retomada após a forte retração observada em 2020, durante a pandemia de Covid-19. A Páscoa já é considerada a sexta data comemorativa mais importante para o comércio brasileiro, demonstrando sua relevância econômica e cultural.
Reflexos para o Norte de Minas
O cenário nacional de crescimento nas vendas de Páscoa pode trazer reflexos positivos para o comércio no Norte de Minas. O aumento na demanda por produtos nacionais, impulsionado pela alta nos importados, pode beneficiar produtores e comerciantes locais de chocolates e outros itens típicos. Além disso, a estratégia de pequenas e médias empresas em apostar na data para aumentar o faturamento é uma tendência que também pode ser observada em Montes Claros e em toda a região, impulsionando a economia local e gerando oportunidades de negócio.