Durante o período da Semana Santa, quando o consumo de peixes e frutos do mar aumenta significativamente, a Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) emite um alerta crucial. As orientações visam garantir a qualidade do pescado e minimizar os riscos de intoxicação alimentar, um cuidado essencial para todos os consumidores, incluindo os do Norte de Minas Gerais.
“Com atenção na compra, no armazenamento e no preparo dos alimentos, é possível evitar riscos e garantir um momento de celebração saudável”, destacou Helen Keller, superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ. A mensagem ressoa como um guia fundamental para a segurança alimentar em todo o país, inclusive para as famílias que se preparam para as celebrações religiosas em Montes Claros e região.
Sinais de Frescor: Como Identificar Pescado de Qualidade
A nutricionista Jussara Salgado, da SES-RJ, explica que há sinais claros de que o pescado está fresco. Por serem altamente perecíveis, peixes e frutos do mar podem se deteriorar rapidamente se não forem mantidos nas condições adequadas de conservação. “O peixe deve ter carne firme, escamas brilhantes e bem aderidas à pele, olhos salientes e brilhantes, além de guelras vermelhas e cheiro suave, característico”, detalhou Salgado. É crucial que o consumidor evite produtos com odor forte, semelhante ao de amônia, ou que não estejam devidamente refrigerados, preferencialmente sobre uma camada de gelo, protegido por plástico adequado.
Para produtos congelados, a orientação é verificar a embalagem: ela deve estar íntegra, sem sinais de descongelamento, como umidade ou amolecimento. A ausência desses sinais garante que a cadeia de frio foi mantida, preservando a qualidade do alimento.
Armazenamento e Preparo Corretos Evitam Riscos
A recomendação é clara: o pescado deve ser armazenado o mais rápido possível após a compra. Em casa, é necessário limpá-lo, retirando vísceras, escamas e resíduos, e guardá-lo em recipiente fechado na geladeira. O consumo do peixe cru deve ocorrer em até 24 horas, enquanto o alimento cozido pode ser mantido por até três dias, desde que refrigerado adequadamente.
“Durante o preparo, a higiene é essencial. Lavar bem as mãos antes e depois de manipular alimentos, higienizar utensílios e evitar o contato entre alimentos crus e cozidos são medidas simples, mas eficazes”, acrescentou a nutricionista Jussara Salgado. Para o bacalhau, especificamente, o dessalgue deve ser feito sob refrigeração, nunca em temperatura ambiente, para reduzir o risco de contaminação bacteriana.
O Perigo da Intoxicação Alimentar e a Importância da Higiene
A ingestão de pescado contaminado pode desencadear uma série de sintomas desagradáveis, como náuseas, vômitos, diarreia e, em situações mais graves, pode levar à hospitalização. “O pescado é um alimento rico em proteínas e muito sensível. Quando não é manipulado corretamente, pode favorecer a proliferação de bactérias e a produção de toxinas prejudiciais à saúde”, alertou a superintendente Helen Keller.
A prevenção passa pelo planejamento das compras e pelo preparo dos alimentos o mais próximo possível do momento de servir. Pratos frios, como saladas, devem ser mantidos sob refrigeração até o consumo, garantindo a segurança alimentar.
Alerta para Consumidores do Norte de Minas e Como Agir em Caso de Irregularidades
Embora as orientações venham da Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro, os princípios de segurança alimentar são universais e aplicáveis a todos os consumidores, incluindo os moradores de Montes Claros e demais municípios do Norte de Minas. A Vigilância Sanitária de Minas Gerais adota diretrizes semelhantes para proteger a saúde pública, e a atenção dos consumidores é um elo fundamental nessa cadeia de prevenção.
A superintendente Helen Keller reforça que o consumidor é peça-chave na prevenção de riscos. Ao identificar irregularidades, como produtos mal conservados, embalagens danificadas ou condições inadequadas de higiene nos estabelecimentos comerciais, é importante acionar a vigilância sanitária do município. Em Montes Claros, as denúncias podem ser direcionadas à Secretaria Municipal de Saúde, contribuindo para a fiscalização e a segurança de todos. A colaboração cidadã é vital para assegurar um consumo de pescado seguro e uma Semana Santa tranquila.