O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou nesta terça-feira (23) que considera “muito difícil” aceitar o convite de Donald Trump para integrar o Conselho de Paz proposto pelos Estados Unidos para supervisionar a gestão da Faixa de Gaza. A principal objeção de Zelensky reside na inclusão de convites estendidos ao presidente russo, Vladimir Putin, e ao líder de Belarus, Aleksandr Lukashenko.
Segundo Zelensky, a participação de Putin e Lukashenko transforma o que seria um “conselho de paz” em um “conselho de guerra”, minando o objetivo original da iniciativa americana. Diplomatas ucranianos trabalham na elaboração de uma resposta formal a Trump sobre a proposta.
A formação deste conselho visa gerir o período pós-conflito em Gaza, com Trump convidando diversos líderes internacionais. No entanto, a proposta já enfrentou resistência. O presidente francês, Emmanuel Macron, recusou o convite por receio de que a iniciativa pudesse ofuscar o papel da ONU na gestão da crise em Gaza, o que levou Trump a ameaçar a França com novas tarifas.
A Ucrânia, que depende fortemente de armamentos financiados pela Europa e enviados pelos Estados Unidos para resistir à agressão russa, encontra-se em uma posição delicada. A decisão sobre a participação no conselho de Trump pode ter implicações nas relações diplomáticas e no apoio militar que o país recebe.